Casos detetados em Portugal

O número de casos confirmados em Portugal está longe de ser o valor real de pessoas que acabaram por ser, até hoje, infetadas pelo SARS-CoV-2. Sabendo que muitos dos casos são assintomáticos e, desta forma, não detetados nem testados na sua maioria, acabam por passar completamente despercebidos não entrando para a estatística.

Desta forma torna-se importante encontrar um modelo que permita estimar, de acordo com certos critérios, a percentagem de pessoas infetadas e detetadas através de testes à COVID-19 e, por outras palavras, estimar a percentagem total de pessoas infetadas que nunca foram confirmadas como portadoras da COVID-19.

Para tal foi utilizado uma taxa de letalidade global do vírus sendo que a partir da comparação da mesma com a taxa de letalidade em Portugal, é possível estimar o quanto está a ser detetado.

  • Portugal realizou, através do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), um estudo serológico sendo que os resultados demonstraram uma imunidade para a população portuguesa de cerca de 3%, ou seja, a rondar os 300 mil habitantes como sendo este o número de pessoas efetivamente infetadas pelo SARS-CoV-2 em Portugal.
  • A taxa de fatalidade é o parâmetro definido como ponto-chave para ser possível criar uma estimativa. Deste modo, interessa ter uma noção da taxa de fatalidade global do SARS-CoV-2. Num artigo em pré-print, foi estimada a taxa de letalidade global em cerca de 0,68%, taxa esta que é a utilizada como referência para a estimativa aqui realizada.
  • Esta aproximação pode ser fortemente realizada tendo em conta que não existe uma letalidade excessiva em Portugal. Tal é considerado devido à capacidade dos cuidados de saúde não se terem esgotado na fase onde se deu o pico de COVID-19 em Portugal e como tal estará razoavelmente dentro do valor estimado da taxa de letalidade global.

Tendo em conta os pontos acima mencionados, esta é uma aproximação que respeita uma comparação entre a taxa de letalidade global com a taxa de letalidade em Portugal e o estudo serológico efetuado pelo INSA demonstra que é uma aproximação razoável ao cenário real, sempre de difícil estudo.

Os critérios presentes nesta estimativa podem ser alterados aquando de novas informações que o justifiquem.

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