Doentes com COVID-19 não transmitem vírus após 12 dias - Mesmo com PCR positivo

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Um estudo realizado pelo Centro Nacional de Doenças Infeciosas de Singapura e pela Academia da Medicina de Singapura, concluiu que o intervalo em que um indivíduo infetado pelo SARS-CoV-2 pode transmitir a doença é de até 12 dias.

Num esforço das autoridades de saúde de Singapura para compreender a infeciologia associada à COVID-19 e de que forma poderá ocorrer a transmissão de partículas virais ao longo do tempo após a infeção, foi realizado uma análise a diversos estudos já desenvolvidos por diferentes organização e países, apresentando conclusões que permitem uma gestão do desconfinamento de indivíduos infetados de uma forma mais rápido do que até aqui.

O SARS-CoV-2, vírus que origina a COVID-19, possui um período de incubação médio de aproximadamente 5 dias (2-14 é o intervalo observado). Dos casos sintomáticos, cerca de 80% terão sintomas ligeiros, 15% sintomas mais severos (principalmente pneumonia) e 5% poderão necessitar de cuidados intensivos.

Em Hong Kong foi realizado um estudo com 144 indivíduos, 77 pares bem definidos – quem infetou + quem foi infetado – onde foi possível observar um intervalo médio de 5.8 dias em relação ao início dos sintomas do 1º caso e o início dos sintomas no 2º caso. Foi assim estimado que o período infecioso de uma pessoa infetada tem início cerca de 2.3 dias antes do início dos sintomas e atinge o seu pico aos 0.7 dias após início dos sintomas e com um declínio após 7 dias.

Doentes com teste negativo por PCR em cada período indicado após início da doença

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Os  dados analisados permitiram concluir, dentro do que é possível, que o período infecioso em doentes sintomáticos tem o seu início cerca de 2 dias antes do início dos sintomas e persiste por 7 a 10 após o início dos mesmos, ou seja, durante um período total de 9 a 12 dias.

Após a primeira semana de sintomas, a replicação de partículas virais diminui acentuadamente e não foi possível observar vírus viável após a segunda semana apesar dos testes por PCR continuarem a detetar partículas do RNA do vírus (Quadro acima apresentado).

Apesar de não existir informação robusta em relação aos doentes assintomáticos, o estudo indica que o desenvolvimento da infeção possa ocorrer de uma forma similar aos doentes sintomáticos.

Desta forma é possível aos países adotarem um plano atualizado de desconfinamento para os doentes infetados pelo SARS-CoV-2, permitindo que este período seja reduzido drasticamente.

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